VEREADOR RÊ DO SINDICATO

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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Vereador Rê do Sindicato Apoia a Audiência Popular do Semiárido

O MPA- Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA, é uma organização social de caráter nacional e popular, de massa, autônomo, de luta permanente. Organizado em grupos de famílias (base) que produzem alimentos saudáveis para o consumo da familiar e para a população brasileira. Nasceu com objetivo de lutar pelos interesses dos camponeses e das camponesas, tendo nos seus grupos de base famílias que vem resistindo e resgatando a identidade e a cultura camponesa, respeitando as diversidades, junto com outras organizações parceiras, o MPA se compromete com a conquista do poder popular e a construção de uma nação soberana, animada pelo horizonte e pelos os valores do socialismo de uma sociedade justa, fraterna e igualitária. O Brasil experimenta hoje uma realidade onde a posição da agricultura camponesa e familiar tem demonstrado a sua histórica contribuição a economia e ao desenvolvimento deste país. Essa contribuição ganhou fôlego e destaque nos últimos 12 anos devido a inúmeras ações e políticas do governo federal que possibilitaram o início de um caminho de reestruturação produtiva, construção e acesso a mercados significativos, revisão de processo de endividamento, acesso e socialização de conhecimentos, etc. Reconhecemos a importância e o significado do que foi feito até agora, mas compreendemos que muito ainda falta ser feito, e que é possível. Essas mesmas ações tem sido efetivadas para o agronegócio e suas empresas em volumes muito maiores. No caso do acesso a terra, a Reforma Agrária tem sido lenta e insuficiente, enquanto o processo de cessão de terras para o capital estrangeiro seja ele, pessoa física ou jurídica segue acelerado. ÁGUA – a água tem sido um elemento de disputas entre comunidades e empresas, tudo isso mediado pelo estado. Em algumas regiões a água é totalmente utilizada para as atividades industriais, agricultura industrial, mineração, etc., enquanto que as populações ficam apenas com a imagem visual de um canal. Na região do Vale do São Francisco a AGROVALE utiliza água equivalente a cerca de 600.000 pessoas, o que equivale ao consumo dos moradores das cidades de Juazeiro, Petrolina e Casa Nova junta, além disso, para cada R$ 100,00 pago por cada morador(a) a Agrovale paga apenas R$ 1,12 pela mesma quantidade de água consumida. No município de Sento Sé tem famílias que por falta de perspectiva de água queimam as roupas sujas. Nessa região uma lata de água custa R$ 2,50 com 20L, pagando R$ 1.000,00 por um carro pipa de água de 08 mil litros, muitas destas famílias tem apenas a bolsa família como renda segura. Ao passo que o estado através da CODEVASF tem disseminado a famigerada cisterna de plástico. A agricultura camponesa tem feito um esforço de manter o patrimônio genético dos povos a serviço da humanidade, tarefa árdua que tem colocado algumas vezes os camponeses e as camponesas na condição de bandidos e marginais, lhes tirando o direito de poder socializar esse patrimônio com os povos, já que as empresas de sementes transgênicas tem perseguido e contaminado as sementes crioulas no Brasil inteiro. Existem regiões do Brasil que pouco o estado tem feito pra efetivação de uma política de soberania genética, colocando-nos nas mãos das empresas, como é o caso do Nordeste. No caso do semiárido as ações do estado brasileiro e do governo têm sido ainda mais tímidas, e se antes tínhamos as oligarquias rurais agora temos as transnacionais, se antes tínhamos o chicote nos açoitando, hoje temos os aviões pulverizando veneno e nos matando, se antes tínhamos Canudos e Belo Monte, hoje seguimos em marcha e lutando por um semiárido de justiça e dignidade, por uma convivência urgente e necessária. Por isso, convocamos a Presidenta Dilma Rousseff para nesse dia 16 de outubro que é o dia mundial da alimentação e dia de luta por soberania alimentar a participar da AUDIÊNCIA POPULAR DO SEMIÁRIDO ás 9h00 na sede da CODEVASF em Juazeiro-Bahia. Na ocasião estarão presentes 10.000 camponeses e camponesas do Nordeste e demais estados do Brasil, além de trabalhadores (as) urbanos e estudantes. Participe!

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