VEREADOR RÊ DO SINDICATO

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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Camponeses substituem plantações transgênicas por sementes crioulas em ocupação à unidade de pesquisa da Monsanto

Na manhã desta terça-feira (15), cerca de cinco mil camponeses e camponesas do Movimento dos Pequenos Agricultores(MPA)ocuparam a unidade de pesquisa da empresa Monsanto e substituíram um campo experimental de milho transgênico plantando sementes crioulas, no distrito de irrigação Nilo Coelho, em Petrolina-PE. A ação faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Soberania Alimentar, que teve início ontem (14) e segue até sexta-feira (18). De acordo com Maria Kazé, da coordenação nacional do MPA, vários motivos justificam a substituição das sementes plantadas pela Monsanto. "Os donos das sementes do mundo são os camponeses e camponesas, que participaram do processo de transformação da biodiversidade existente. Não aceitamos que nenhuma empresa transnacional se aproprie do nosso patrimônio genético", ressaltou Kazé. Camponês e poeta, Zé Santana participa da ocupação por compreender que as sementes crioulas são patrimônios da humanidade a serviço dos povos.“É importante que os movimentos sociais levantem a voz contra os grandes grupos que estão aí, matando o nosso povo, com veneno e modificando geneticamente nossas sementes”, declarou. No último sábado (12), mais de 50 países participaram da Marcha Mundial contra a Monsanto. Milhões de manifestantes saíram às ruas de centenas de cidades em todo o mundo para protestar contra as práticas da multinacional, detentora do monopólio do mercado de alimentos e responsável por sufocar estudos que apontam malefícios à saúde advindos do cultivo de transgênicos. Na noite desta terça-feira, cerca de cinco mil camponeses se instalaram no clube de Campo da Assemco (Associação dos Empregados da Codevasf) para a audiência popular do semiárido que acontecerá nesta quarta-feira (16) na sede da empresa em Juazeiro. Para Kazé a jornada nacional de lutas por soberania alimentar vem para exigir um basta a essas ações que privilegiam poucas empresas ao passo que milhões de famílias no campo e na cidade são privadas de necessidades básicas, como terra, água, alimento e moradia.

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